segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sentir tudo de todas as maneiras

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Há palavras que não digo. Há palavras que quase nunca escrevo. Há ideias que me escapam. Há desejos que já esqueço. Há vontades que reconheço. Há um sonho que não esmoreço. 
E
também há as palavras que só digo baixinho.
as palavras que quando escrevo são um desalinho.
as ideias que fogem (quase que a medo).
Os desejos que afinal lembro...
as vontades que sei que sei!
O sonho que acalento.
E as palavras que, se não digo, sinto.
E as palavras que, não escrevo, vivo.
as ideias agarradas com mão inteira, os desejos seguros e, por isso, soltos.
a vontade como um sonho que escolho.
Finalmente acordo.
É Hoje.
Agora
estremeço
Sinto tudo.
E sinto mais e 
de todas as maneiras

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sol

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As previsões são de Sol para toda a semana.
Felizmente.
Preciso de Sol.
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Também parece que vai estar um friozinho considerável...
Mas até isso estará certo.
Preciso é que haja Sol.
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Como em
Perto do Coração Selvagem (sim, o livro de Clarice Lispector)
Lá, pode ler-se assim:

"Papai, inventei uma poesia.
Como é o nome?
Eu e o Sol - sem esperar muito recitou:
As galinhas que estão no quintal já comeram duas minhocas mas eu não vi.
Sim? Que é que você e o Sol têm a ver com a poesia?
Ela olhou-o um segundo. Ele não compreendera...
O Sol está lá em cima das minhocas, papai, e eu fiz a poesia e não vi as minhocas...
(Pausa)
Posso inventar outra agora mesmo: "Ó Sol, vem brincar comigo"
Outra maior:
Vi uma nuvem pequena
coitada da minhoca
Acho que ela não viu
...
Lindas, pequena, lindas. Como é que se faz uma poesia tão bonita?
Não é difícil, é só ir dizendo."

...
É assim... eu preciso que o Sol fique.
Mas já tinha dito isso, não?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Uma data memorável...

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Quando é fundamental, há sempre tempo para dizer o imprescindível:
Chegou a Mudança!

Caramba... hoje tenho de dar os Parabéns aos Americanos :)
(e que bem me sabe fazê-lo!)


||Curiosidade maluca de quem gosta de números:
nasceu a 4
foi eleito a 4
É o 44º Presidente! ;)||

sábado, 11 de outubro de 2008

Será...

Será que as histórias para crianças lhes mostram que há solução para todos os problemas? Quero dizer, será que servem para dar pistas, conferir esperança, garantir saídas, escapatórias, alternativas?
Ouvi alguém dizer que as histórias de infância com dragões não foram escritas para dizer aos pequenitos que os dragões existem, pelo contrário! Servirão é para garantir que, por muito perigo que possa anteceder a solução, é possível derrotar aquele fogo, as patorras grandes e destruidoras, o medo e os medos...
Será que os contos para crescidos também trazem olhares novos sobre como dar a volta aos sarilhos maiores?


(Tenho de reler - mas desta vez no original - Great Expectations - de Charles Dickens, e The Phantom of the Opera - de Gaston Leroux que nasceu 100 anos antes de mim... como não os encontrei logo, resolvi experimentar outro... e dei de caras com Kenneth Grahame e The Wind in the Willows!  Que escreveu também The Reluctant Dragon e, lá está, nas histórias para crianças tudo é possível! ) 

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Aniversários, para contrariar ausências :)












anti-Viagem, contra-Partida...


Hoje é dia do sexto aniversário do filho da minha Amiga de sempre...
Completa-se hoje um mês de ausência escrita aqui neste sítio.
Ausência da minha escrita, aqui, neste canto.
As ausências são-nos tristes.
Mas há-as que só são aparentes:
As impressões de não ter ou não estar com quem, onde e quando nos apetece.
As certezas que são, afinal, dúvidas tolas que tinham sido angústias:
Sim, a Escola está a ir bem e o miúdo melhor ainda, lá nela, nessas andanças de aprender e resolver trabalhos frescos, em casa.

As angústias, queira toda e qualquer entidade que assim o queira, hão-de dar lugar à calmaria... digo eu, que nem percebo nada de transcendências.
Transcenda-me eu, se caso for.
Continuo a gostar mesmo é do verbo Ir.
e Fico.
O que gosto mesmo é de 
Ficar.

(Cansa pensar todos os dias... a partir do que cansa viver sempre,
como dizia o poeta)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

uhm...


















Era noite, quente, em Toledo

domingo, 7 de setembro de 2008

Clepsidra

Um blog amigo deu a saber que É a 7 de Setembro o aniversário de Camilo Pessanha...

|Eu, que agora volto, tenho muito para aqui deixar, tenho sim, mas está entupido na pontinha dos dedos. Daquelas coisas que, se escrever, serão reais e depois não terei mais nada (para já!) a revelar...
Fica para depois.|

Vamos ao que importa, com palavras do próprio:
Sim, o aniversariante que temos a comemorar!
Um pedacinho da

Clepsidra

"...
(2 III)
Fez-nos bem, muito bem, esta demora:
Enrijou a coragem fatigada...
Eis os nossos bordões da caminhada,
Vai já rompendo o sol: vamos embora.
...
Deixai-me chorar mais e beber mais,
Perseguir doidamente os meus ideais,
E ter fé e sonhar - encher a alma.
..."

:) Este pedacinho era-me especialmente caro quando adolescente! Lia sempre aquela parte da "fé" como força de cada um, feita energia que nos põe a caminho, no caminho certo, no percurso novo!
E sonhava.
E ideais eram "realidades" que não me faltavam!
Tenho saudades dessa energia que pensei que jamais se esgotaria e que, estranhamente, julguei ter perdido algures...
Vejo agora que não perdi, não! Só andei distraída... deixei-me afogar pelos vazios de alguns dias.
Importa "nadar"! Importa sair dali, daquele marasmo tolo em que, às vezes, os dias seguidos nos fazem cair e julgar que é voo o que nos fez assim pousar.
Estou de volta.
mas
Estou de volta, refeita.

"...
(21)
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
...
(39)
Já o sonho começa...
Tudo vermelho em flor...
..."

Ao (re)Começo!